Depois de quinta –feira passada, dia 13/junho, acho que todos esperávamos o pior. Depois que todas as redes de televisão e jornais não tiveram como ignorar que a violência em São Paulo começou por parte da PM e diversos vídeos e fotos mostraram ao mundo o que estava rolando na capital, o clima de tensão para ontem era geral.

Diversas campanhas pedindo o fim da violência, assim como várias formas de tentar evitar truculência policiam foram divulgadas (sério, gente, quem inventou aquele bagulho da bandeira? É genial, de tão bisonho) e, depois do liveblogging que realizei na quinta feira de última hora, veio a ideia de fazer algo a mais.


Perguntei, na sexta-feira, no grupo dos Mobilizados, quem era de fora de São Paulo e entrei em contato individualmente. A ideia era tentar ajudar as pessoas que twittassem estar perdidas ou feridas durante a manifestação e tentar fazer uma ponte entre elas e um socorrista.

A partir daí, eu não sei bem como as coisas se desenvolveram. Em menos de 5 horas, já tínhamos 12 pessoas ativas no movimento, dentre elas, o Chrys e a Jane, que desde essa sexta até ontem se tornaram as primeiras pessoas a conversar no Facebook e as últimas a me despedir.

O impacto da nossa ideia foi tão grande, que quando divulgamos no sábado a hashtag que trabalharíamos na ajuda aos perdidos/feridos, a postagem passou dos 1300 compartilhamentos. Até então, já passávamos dos 30.

Quando vi, vários amigos meus já estavam participando do grupo sem que eu soubesse – um movimento realmente dinâmico, vivo, orgânico, sem necessidade de liderança, e estavam tão por dentro, com tarefas já decididas e influenciando o grupo.

Fonte> Gnuzz.com

Uma das coisas que eu não sei dizer sobre o #MOBAjuda é  quem colaborou com o quê, ou o que foi decisão de quem.

Foi quando uma estudante de enfermagem, a Fabíola, entrou em contato com a gente, que perdi totalmente qualquer controle do que estivesse acontecendo. Foi algo tão brilhante, tão bonito, que era surreal demais pra ser colocado em prática.

Tivemos contato constante com quatro grupos de médicos, e influenciamos diretamente em pelo menos seis atendimentos durante toda a manifestação em São Paulo: quatro quedas de pressão, uma desidratação leve e um desmaio – nenhum caso de violência, apesar da pequena confusão no final do protesto.

O que me lembra: foram mais de 3 mil pessoas que conferiram o nosso liveblogging (que publicou algumas notícias com até vinte minutos de antecedência do que as linhas de tempo dos portais de notícias), aproximadamente 15% delas (em torno de 500) acessando pelos seus celulares a nossa versão mobile.

Podemos não ter salvado a vida de ninguém (graças a Deus não precisamos chegar a tanto), mas com certeza ajudamos muitas pessoas a se localizarem, e fomos um ponto de notícias seguras sobre a manifestação, enquanto alguns ainda tentavam criar o caos.

Infelizmente, eu vi dois pontos negativos ontem: Bem no finalzinho, quando alguns manifestantes mais exaltados derrubaram o Portão 2 do Palácio das Bandeiras (o que exigiu uma ação da Tropa de Choque, após alguns invadirem o prédio), após quebrarem algumas luminárias; e a postura de alguns revolucionários que insistiram em, durante todo o protesto, fazer tudo sozinhos, ignorando todo o trabalho que estava sendo feito por uma coletividade: acabaram pondo em risco vidas, criaram confusões, sugeriram que o portão estava intacto e ainda tentaram causar pânico ao dizer que a Tropa de Choque estaria encurralando os manifestantes, quando já era pra lá da meia-noite.

Mas, fica aqui a alegria por ter participado desse dia, de poder ter influenciado e trabalhado junto com pessoas que começaram a propor um novo jeito de se fazer o Brasil. Que venham novos protestos! Que surjam novos grupos de ajuda! Que haja, enfim, vida.

Agradecimentos, enfim:

Thalys, Chrys e Ariovaldo, por conseguirmos manter o site informado e atento, com o QG 100%;

Jane, Fabíola (in loco) e Nicole, por tomarem a frente de quase todos os processos e gerenciarem as equipes sem ganhar um centavo por isso;

Aos meus amigos pessoais que participaram dessa briga, Delancy, Tig e Yohanna que eu me lembro de cabeça que estiveram conosco durante o liveblogging;

Aos bróderes que tenho o prazer de dizer que convivo que foram lá, dentre eles o Vinícius Moraes (que gravou um vlog durante a manifestação) e Abner Melanias;

Aos que conheci do Mobilizados e nos ajudaram de todas as formas que puderam: Julie, Pedro e Iran;

E, por fim, à melhor e mais linda equipe sensual: Rafael Guimarães, Lucas Rueles, Ligia Oliveira, Juliana Paiva, Walquiria Poiano, Carolina Almeida, Juliano Chernob, Ge Lilian, Pablo Silva, Mariana Nogueira, Vinícius Papini, João Paulo Maciel, Deni Guimarães, Lovely Bianca, Bia Poiani, Guilherme Ubeda, Ana Sharp, Andrea Martins, Marcio Castro, Wagner Skellington, Jack Casemiro, Paloma Santos, Eduardo Prado e talvez alguém que eu tenha perdido no meio dessa contagem.

Desde ali o começo dos anos 90, quando cresceram as igrejas baseadas em lideranças únicas ainda vivas que começaram a se envolver mais com a comunidade na qual estavam inseridas, o evangélico começou a ter uma ou outra cara os representando. Não por uma votação, mas por uma participação mais ativa, que ia totalmente de encontro com a maneira de se fazer igreja até então.

Com o avivamento, veio a hiperatividade e o impacto na sociedade – de repente caiu a ficha de que a igreja não deveria ficar só entre quatro paredes nos sábados e domingos, mas que deveria fazer algo no resto dos dias, além de trabalhar, estudar e dormir. E aí essas igrejas baseadas em apenas uma figura tornaram-se referencial dos novos evangélicos, e essas pessoas os representantes naturais.


Temos aí Edir Macedo, R. R. Soares, Valdomiro Santiago, René Terra Nova, Silas Malafaia e uma galera que começou a despontar com seus ministérios atuando de uma forma na sociedade que nunca tinha sido visto alguma religião fazer em terras tupiniquins. Com exposição em mídia, com agitação em eventos, com congressos, passeatas e manifestações que quebraram o conceito antigo de tradicionalismo aos quais os evangélicos ainda eram vistos (sim, houve uma época que ser evangélico significava ser passivo a ponto da omissão).

E surgiram os vários representantes do povo evangélico e do Brasil Cristão – a entrada na política é uma evolução natural para um povo que acabou de se reunir com interesses em comum.

Interessante, evolução, natural, faz parte, e hoje mesmo essas mesmas lideranças são motivos de crise dentro desse povo que se via como (ou agia como se fosse) um só. E aí hoje os evangélicos reformados, neoreformados, vendo essa crise e se sentindo mal-representados, tentam desesperadamente juntar-se em um grupo para levantar novas lideranças que as representem melhor.

Representantes estes que serão tão bons quanto o Silas já foi, aclamado em mesas de suco e de refrigerante por todo o país, por tatuados e por usuários de gravatas. O problema é que não perceberam que o problema não eram os líderes antigos, e esses mesmos problemas vão se repetir. O problema é levantar representantes, como se fossem um padrão a se seguir, ou um padrão do que se é.

Se houve uma coisa que o povo judeu não aprendeu durante toda aquela viagem que foi o Antigo Testamento, que os Apostólicos Romanos não entenderam e que nós Protestantes ainda não conseguimos sacar é que a representação não só é desnecessária, como atrapalha.

Os evangélicos não precisam de representantes melhores de sua fé. Os evangélicos precisam se representar melhor, individualmente. Não precisam levantar novas figuras underground, emergentes ou neoreformadas. Precisam ser melhores, e cobrar de si mesmos e uns dos outros posturas melhores – para que individualmente, esse esforço faça a diferença, de um em um, e assim como o Evangelho no primeiro século, esse vírus contamine indivíduo a indivíduo, formando um corpo só.

Um spammer me mandou a algumas horas atrás um vídeo em que ele pregava no Youtube – e eu não vou nem comentar o tanto que me chateia crente fazer SPAM, porque ao invés dos incrédulos que sabem que estão sendo cretinos e querendo só mais alguns centavos no adsense, o cristão nem uma mania de querer dizer que está espalhando a palavra de Deus, como se Jesus tivesse espalhador vários panfletos por Jerusalém.


Mas o mais interessante é que a pregação era sobre dar seus bens aos pobres, assim como Jesus recomendou ao rapaz rico. Nessa pregação, ele tocou em dois pontos muito importantes, um indiretamente e outro de maneira direta, que eu vejo como problemáticos no jeito de se fazer igreja que adotamos por aqui.

O primeiro, direto, é voltar a pregação do dar tudo o que tem para dois públicos: o que tem dinheiro (e os pobres ficam necessariamente esperando que os ricos deem todos os seus bens, para fazer uma certa justiça social dentro da igreja, pra todos viverem com pouco) e os que acham que dar tudo é dar dinheiro (como se Jesus fosse apenas o precursor do comunismo). Uma visão assim transforma a igreja em um tipo de ONG deficiente, na qual os mais pobres vêm buscar cestas básicas e artigos de luxo e os mais ricos vêm satisfazer a sua culpa capitalista, por ter mais que os outros.

O segundo, e indireto, é que os mandamentos não são cláusulas de um contrato assinado com a Trindade em realizar todas aquelas atitudes pela sua permanência no Livro da Vida. Sem entrar em picuinhas entre calvinistas e arminianos aqui, a Salvação é uma Graça. Não é cumprindo uma série de pré-requisitos que você vai conseguir ir para o Paraíso. Não é se obrigando a dar o dízimo, se obrigando a ir à igreja, e se obrigando a parar de falar palavrão e suportar (no pior sentido da palavra) os irmãos que você vai conseguir ou deixar de conseguir algo.

Se Ananias e sua esposa foram mortos não é porque deixaram de dar parte de seus bens, mas porque mentiram, fingindo ser parte de um Corpo que na verdade não eram. Naquela mesma igreja, tenho absoluta certeza que pessoas não venderam seus bens e continuaram fazendo parte da igreja, vivinhos da silva e que ninguém tinha motivos pra duvidar que logo logo estariam sendo servidos de danoninho no banquete inaugural do paraíso.

Os mandamentos não são cláusulas contratuais da Agência de Turismo Vamos Ao Céu Com O Pastor [insira um nome aqui] que se você quebrar, a salvação estará anulada. Os mandamentos são linhas-guia que vão guiar a mente já transformada pela conversão à Cristo Jesus em sua caminhada.

Afinal, as placas de trânsito só auxiliam e dão o caminho para quem está em uma determinada direção – quem está na contramão não as vê.

Acho maior engraçado uma inconsistência no nosso vocabulário cristão do dia-a-dia. Não to falando só das igrejas evangélicas tradicionais e das neopentecas não, to falando de uma expressão que a gente carrega há muito tempo, e não foi a igreja em células, a igreja emergente, a desigreja ou qualquer outro movimento que eu tenha conhecido nessa minha curta caminhada por essas quebradas tenha mudado isso.


O engraçado é que todo mundo sabe o básico, mas não reflete sobre ele, como sempre – é a maior causa da inconsistência no discurso dos cristãos, ter decorado alguns fatos e algumas premissas, mas não chegar a pensar e trabalhar com eles para concluir algo novo. A fé que não pensa, que só aceita, a reprodução dominical da escola de segunda-a-sexta.

Todo mundo sabe que a Igreja é um corpo, mais especificamente o corpo da Noiva de Cristo, do qual somos membros, membros desse corpo, complementares e unidos em um só. E estamos assim, meio esquizofrenicamente e meio tropeçando, mas o Senhor tem trabalhador pra edificar a sua Noiva e casar-se com ela.

O que me faz coçar a cabeça e não entender nada do que tá acontecendo às vezes é o seguinte: quando uma pessoa sai da igreja e se desvia ou volta pro mundão ou simplesmente não quer mais estar ali, as pessoas tratam e falam que a pessoa se perdeu, como se só a pessoa tivesse perdido algo. Não, não foi. A cada membro que desvia, a cada membro que sai, a Igreja é amputada, e se você não acredita que aquela pessoa, ao sair, fazia parte do corpo de Cristo, pelo menos a Noiva perde potencial, perde força.

Somos nós que estamos errados quando alguém se desvia. É o corpo que rejeita o enxerto e promove a necrose de um membro. Somos nós que apodrecemos esse fruto, no dia-a-dia, em todos os momentos. Seja não tendo o fruto do Espírito, seja não dando atenção, seja não percebendo o que estava na nossa cara. Nós matamos a nós mesmos diariamente.

Somos o câncer da igreja, e contaminamos os outros membros. A não ser que sejamos tratados logo. Somos o câncer da Noiva, que cresce maestralmente e quer fazer tudo que não temos e nem sabemos fazer. Somos o câncer do Corpo, e nosso ego é o DNA defeituoso.

Cinco pessoas morreram ontem à noite. Três abortos aconteceram no Hospital Municipal. A igreja teve nove visitantes. Doze pessoas deixaram de frequentar o culto nas últimas semanas. Aumentaram em 58% os casos de dengue na cidade. Dois namoros terminaram na timeline do facebook. Sete pessoas foram hospitalizadas depois de quebra-quebra após clássico de futebol.


Muitas estatísticas e dados que podem nos ajudar a obter um panorama geral da sociedade. Hm, a criminalidade aumentou – está mais perigoso andar na rua hoje que há 5 anos atrás. Hoje menos gente morre de pneumonia que há uma década, e a mortalidade infantil diminuiu. O tráfico, porém, continua invadindo casas e famílias, quebrando cada vez mais vidas, e em ritmo alucinante.

Dados como esse preocupam, trazem felicidade e nos sensibilizam até a próxima manchete ou a próxima virada de página. Números não são necessariamente frios, mas não nos impactam tanto quanto os dados que eles expressam. Não adianta saber todos os dados e como as coisas operam, não adianta desenvolver as fórmulas e entender o processo de evolução de um mal na sociedade, se não nos sensibilizamos com ele.

Só nos sensibilizamos com o câncer quando alguém do nosso meio é diagnosticado. Só nos sensibilizamos com a mortalidade infantil quando um casal conhecido perde um bebê. A sensibilidade só vem quando temos contato com a realidade, por mais esclarecedores que os números sejam.

Quando as estatísticas deixam de ser apenas números, mas conhecidos, mas amigos e pessoas do nosso círculo social, aí sim elas conseguem cumprir seu papel fundamental – conscientizar e sensibilizar.

E a igreja institucional tem seguido o caminho exatamente oposto. Ao invés de subjetivar os números, tem quantificado as pessoas. Não, não é assim. Foi o Matheus que faleceu ontem à noite. A Jaqueline, o Bernardo e o Eliel que se converteram e têm frequentado os cultos com a gente. O Túlio e a Marina que perderam o bebê, repentinamente. Fernando sumiu – sem explicações.

E quanto mais nos envolvemos com as pessoas, mais os números parecem fazer sentido e estarem em consonância com a realidade – o Matheus faleceu porque um motorista bêbado estava mais preocupado em tirar a tampa da garrafa de vodka do que olhar se o carro estava saindo da pista, e a lei seca começa a fazer mais sentido e a igreja precisa fazer algo em nome disso; Jaqueline vem de longe, pega três ônibus pra chegar aqui, como podemos ajudá-la, e vocês sabiam que o Bernardo acabou de chegar na cidade e não tem um emprego, e puxa vida o Eliel vem de uma família cheia de problemas, o que fazer, precisamos ajudar esses três; Túlio e Marina são daqueles casais com problemas para engravidar, e já estavam com o enxoval do bebê todo montado, como podemos ajudar esse casal em luto, como ser luz numa casa e não deixar a depressão tomar conta da vida conjugal?; o que será que aconteceu com Fernando pra que ele largasse de conviver com a gente, ele era tão frequente, duas semanas atrás até me ajudou a carregar as caixas de som pra montar o palco novo que a gente ganhou.

Pessoas de verdade. Problemas de verdade. Não estatísticas num papel.

 

Passeando pela internet a gente encontra muita besteira, todo mundo já caiu num site que não queria nunca ter visto, e que podia muito bem continuar a viver sem nem desconfiar que tais coisas existiam – mas agora que você sabe, a única coisa que pode fazer é ligar o ventilador e fazer todo mundo sofrer com a suave essência de estrume – ou no caso, vergonha alheia.

E é isso que eu vim fazer. Esse texto abaixo é do blog No Papo Cabeça, de um pastor (não vou falar qual denominação, vocês vão lá e vejam se a curiosidade mórbida de vocês é mais forte que o bom-senso) e o título é….

COMO FAZER UM CULTO JOVEM DOIDO PRA GALERA


É, sério. Pode ver. Na verdade, agora eu peço pra vocês, cliquem nesse link e vejam A FONTE do título (podia ser pior, podia ser Comic Sans, né). Mas tudo bem. Vamos lá: como fazer um culto jovem doido pra galera. Afinal, o culto precisa ter algo que atraia os jovens, porque a igreja é chata, né? Era só o que me faltava: Cristo não basta, amigos, precisamos de algo MELHOR (!!).

Existem muitas pessoas que pensam que para realizar um culto para adolescentes é necessário show com bandas, apresentações de grupos de teatro e dança, um pregador bem descolado, muita iluminação e muito mais. A verdade é que, se todo líder de adolescente pensar assim, chegaremos ao  momento em que esgotaremos todas as ideias e não conseguiremos fazer mais cultos tão legais para a garotada.

 Ou seja: show é legal, é uma ideia muito boa, mas não vamos gastar, né galera! Deixa que eu já to fazendo, e você te vira ae pra criar. Ou se vira só com Cristo, vai que Ele é suficiente, né? Quem diria!

Para que um líder de adolescentes possa pensar em um culto doido, é importante que ele pense aonde ele quer chegar com toda a programação realizada no dia. É importante que ele pense: Qual é a mensagem para aquele culto? Que mensagem deve sair gravada na mente e coração de cada adolescente?

 Culto doido é uma versão pirata do Loucos por Jesus, ou só impressão minha?

 A partir disso, tudo que for realizado no culto não será entretenimento, diversão, ocupação de tempo ou uma troca das coisas do mundo. A proposta sempre será: o que Deus tem para cada um deles naquele culto. E consequentemente, ficará fácil fazer qualquer programação nos cultos deles. Quando existe um foco, tudo que for agregado não é o mais importante, mas entra como uma ajuda para alcançar o objetivo do culto, a mensagem da palavra de Deus.

 E é assim que nasceu uma das expressões mais detestadas de programação jovem: Jesus tem um motivo pra você ter vindo aqui essa noite – e uma gigantesca lista e onde poderíamos estar essa noite que dá até vontade de ter ido praqueles lugares, só pra não precisar ouvir isso.

 Apesar de toda essa introdução, acredito que os cultos dos adolescentes devem ser feitos de uma forma bem dinâmica, envolvente e atrativa. Por isso mesmo é que gostaria de sugerir algumas dicas importantes:

 Sente a vibe! É agora!

Cultos para adolescentes são uma ótima estratégia para alcançar a galera. Mas deve-se ter o cuidado de não começar com um culto só para adolescentes quando o ministério não possuir um grupo de no mínimo 30 participantes. Todo adolescente é atraído pela quantidade de pessoas. Portanto, é preciso esperar a hora certa de começar com os cultos.

 Ninguém avisou isso pra Cristo, chatiado! Deve ser por isso que mais de 10% dos líderes se desviaram do seu ministério. Aliás, se estiver marcado para as 19h, e a galera só chegar 19:30, azar de quem chegou mais cedo, o que importa é ter a galera toda junta!

As reuniões devem ser dinâmicas e envolventes, com um louvor e Palavra direcionado para eles.

Se alguém souber me responder o que isso quer dizer, eu agradeço. De coração. Até onde eu entendia, o louvor é direcionado para Deus e a Escritura inteira é direcionada para nós. Todos. Independente da idade.

 Não deixe de pregar a palavra de Deus, mas apresente-a de modo contextualizado e dinâmico para fazê-los fixar o que está sendo ensinado. Procure fugir do padrão!

 Mas não necessariamente coma a bíblia, Ok?! Senão gasta, igual os shows

Procure fazer cultos bem diferentes, com diversos temas próprios para idade.

Procure envolver os adolescentes na realização dos cultos; é hora de descobrir e impulsionar os talentos. Quando o adolescente se envolve realizando as programações, ele acaba se sentindo parte da programação realizada.

Programa de descoberta de talentos, descubra o seu no RH da igreja mais próxima!


Danças, teatro, bandas e dinâmicas devem ser atividades constantes no meio deles.

Sim, aquela dança-teatro de Lifehouse, ela vai te alcançar (pelo menos três vezes ao ano)

Procure falar a linguagem deles (assuntos que estejam dentro da realidade dos adolescentes), sempre mostrando o que é correto, levando-os à reflexão, para que eles façam sua escolha.

Eu falei sobre tiozão tentando parecer jovem aqui.

Procure ter um espaço físico e um horário, que sejam separados e pré-determinados para tais atividades com os adolescentes.

Alguém sabe explicar o motivo disso?

Então galera! Curtiram as dicas? Quem sabe nas próximas o nosso amigo Pastô não fala sobre como a Palavra muda vidas e basta, né? Tô mutcho loko!  Mas falando sério, negada. Você pode por a papagaiada que quiser, fazer o culto do amigo, culto das princesas, culto metal, culto dos EMOs-que-curtem-Linkin-Park-mas-não-vão-com-a-cara-de-Evanescence – mas não é isso que vai trazer pessoas (pode só esvaziar na verdade). A única coisa que vai trazer vidas pro Evangelho é uma vida reta, justa e humilde. As únicas coisas que vaão manter pessoas numa igreja é comunhão (de verdade, intimidade, saber dos problemas e quebrar o pau entre amigos) e fidelidade aos ensinamentos da Escritura – o resto é acessório e maquiagem


E às vezes a gente tá supermaquiando a igreja e deixando ela meio assim:

[13:51]

O menino Paiva me passou um texto do Spurgeon que fala um pouco sobre isso. Discordo um tanto do que ele fala, mas o trecho a seguir é perfeito:

Se Cristo introduzisse mais brilho e elementos agradáveis em Sua missão, ele teria sido mais popular quando O abandonaram por causa da natureza inquiridora de Seus ensinos. Eu não O ouvi dizer: “Corra atrás destas pessoas, Pedro, e diga-lhes que nós teremos um estilo diferente de culto amanhã, um pouco mais curto e atraente, com pouca pregação. Nós teremos uma noite agradável para as pessoas. Diga-lhes que certamente se agradarão. Seja rápido Pedro, nós devemos ganhar estas pessoas de qualquer forma.” Jesus se compadeceu dos pecadores, suspirou e chorou por eles, mas nunca procurou entretê-los.

Já leu esse texto aqui? Ótimo, então você já viu uma parte do programa do Malafaia e a gente discutiu alguns pontos de teologia pura. Agora para falar sobre homossexualidade, eu gostaria muito, de todo meu coração, que você lesse esse texto aqui, logo antes do que você tá lendo agora, onde eu coloco um pouco dessa discussão de surgimento da homossexualidade, dou minha opinião e peço pra você colaborar comigo pra eu ter uma ideia melhor desse tema.

Então vamos à segunda parte do programa – e pra mim foi aqui que a Marília Gabriela se perdeu. Esqueça que é o Silas Malafaia. O que o Silas Malafaia reclama da PL-122 é o maior problema jurídico dela, não o que alguém acredita. Em momento algum o Malafaia se disse contra os homossexuais– pode conferir o vídeo até de trás pra frente.


E aí vem a Marília Gabriela e diz “nem todas as pessoas tem a formação que você tem ou um tipo de esclarecimento”. Amiga Marília Gabriela – a resposta do Silas foi genial: “Então vamos cortar programas de televisão, vamos cortar filmes porque podem ensinar a matar”, e ela apelou dizendo que ele estava querendo tolher os direitos dos homossexuais, e entrou numa argumentação cíclica: os homossexuais precisariam de ter uma lei os defendendo porque eles tem uma lei os defendendo – LEMBRE-SE: eu estou falando de Direito, não de sociologia.

E aí ela partiu pro ataque pessoal por uns bons 10 minutos, e quando eu pensei que o menino Silas ia fechar bem quando disse “eu não estou aqui para condenar A, B, ou C, estou para condenar os pecados” – o qual é o papel dos profetas, e ele está certíssimo. O problema foi ele ter dito logo antes que Jesus falava mais de inferno do que de céu. Estatisticamente? Pode até ser, não parei pra contar. Teologicamente? E daí? Sim, não entendi o que ele quis dizer com isso. Deus é amor. Amor é justiça, justiça leva à retidão. Ponto.

Gabi ainda levantou outro ponto completamente inepto, dizendo que a bíblia proíbe o divórcio – outro mito. Leiemos Mateus 5:31-32 e 1Coríntios 7:15. A partir daí, eu não tenho mais nada a discutir. Silas Malafaia se mostrou muito mais são, racional, do que Marília Gabriela. “Eu posso ser o mais veemente possível para defender as minhas teses, mas isso não quer dizer que eu os odeie. […] [Se o meu filho fosse homossexual] Eu o amaria 100%, e discordaria dele 100%. Quem disse que pra amar precisa concordar?” E a Gabi responde “Você ia fazer o inferno dele” – ué Maria Gabriela, como assim?

“Você coloca homossexuais lado a lado com bandidos” – desculpa, Gabi, mas o direito diz que são iguais. Sim, são. Eu também sou igual a um homossexual, e a um bandido. E você também, Gabi! Poxa, você é melhor do que um bandido? Alguém aqui pode se dizer melhor do que o outro?

“O que a religião não pode fazer é tentar se enfiar pela goela das outras pessoas” Malafaia, Silas.

Sério que vocês tão xingando o Silas por causa disso? Desculpa, cristãos emergentes descolados, mas dessa vez, eu fiquei com o Malafaia, viu?


Silas Malafaia se tornou famoso pelas suas pregações através da TV. Com seu jeito espalhafatoso, revoltado, seus gritos durante as pregações eram considerados um tanto quanto fortes demais, mas sempre disseram que valia a pena pela mensagem que ele passava. Com seu bigode e pastor de uma igreja tradicional, a Assembleia de Deus, Silas se tornou famoso.


Não acho que o seu jeito de falar seja pretencioso, ou que a sua argumentação muitas vezes violenta e em torno de voz alta seja um sinal de desrespeito. Ao final da entrevista o mesmo pediu desculpas pelo seu jeito, e disse que tem tentado mudar, mas que é difícil manter a compostura e a voz baixa no meio da zoeira que vira, por exemplo, quando ele é convidado a ir no Congresso falar sobre o PL-122. E nisso, eu concordo com ele – quando xingam sua mãe sua tia e sua avó, manter a voz baixa e tentar falar tranquilo não dá.

E então, alguns anos atrás, junto com uma cortada de Gilette atravessada, Silas se juntou a Mike Murdock e mudou alguns de seus pensamentos e doutrinas – nada contra quem faz isso, eu mesmo já mudei tantas vezes de ideia que leio alguns textos antigos (desse blog e de anteriores) e começo a rir de tanto que eu era meio bobo. Mas daí, com essa nova roupagem, desbigodada, Silas começou a mudar um tanto o foco das suas pregações, e de um dos pastores mais famosos, começou também a ser um dos mais controversos – por um dos pontos que até foi debatido no primeiro bloco do programa – a Teologia da Prosperidade.

Seja trocando Bíblias por ofertas 900 (e agora 1000) reais – com comentários mais distorcidos do que sala dos espelhos, seja xingando os seus opositores ou ainda com posições firmes acerca do homossexualismo/homossexualidade e todos seus aspectos.

Mas então o menino Silas, tendo abandonado seu bigode e entrado em pontos controversos do cristianismo protestante foi convidado a participar do De frente com Gabi, neste domingo (03.02). Quem não viu, pode conferir a íntegra do programa:

Vamos no ponto a ponto?

HEY, PSIU! Eu não vou entrar no mérito se Silas Malafaia tem 300 milhões ou 4 milhões como ele afirma dizer, isso pra mim tanto faz, não é o dinheiro ou a falta de dinheiro que vai provar o seu caráter. E quem fala Ah, ele podia dar tudo pros pobres, eu só cito Judas e a história da mulher que gastou todo o perfume com Jesus, sendo que podia ser dado aos pobres. Vamos ter cuidado com certas atitudes e julgamentos. Se ele tem mais de 300 milhões, amigo, que bom pra ele.

Mas eu não entendi porque ele fala (1:54) que ele é pastor a apenas dois anos e meio, e logo depois afirma que é pastor há trinta anos (4:25). Não, sério, não saquei qual foi a dele no começo, de desconsiderar todo período que esteve embigodado – só mostra que quando o tema é a sua credibilidade, principalmente a financeira, ele não sabe como se portar. Como ele já xingou todo mundo que fazia isso e tinha acabado de elogiar a Gabi, ele se enrolou.

Diz Malafaia que pastores devem ganhar um bom salário, e diz ele ter fundamentações bíblicas – que o pastor deve ser bem tratado. Amigos, eu não sei se vocês conseguem ver a diferença entre ser bem-tratado e receber um salário (independente dele ser de só mil e quinhentos reais, como ele afirma em 39:00). Quando uma visita vai à sua casa, ela é uma pessoa a ser bem-tratada, mas você não dá 500R$ na mão dela em agradecimento a ter visitado. Se você for uma pessoa muito bondosa, a trata bem, a ajuda com o que precisa, e até dá um quarto para essa visita – assim como uma certa história a partir de 1Reis 17:09.


Esse é um dos problemas da interpretação bíblica do Silas Malafaia – considerar os pastores/profetas como dignos de algum conforto, pelo seu papel de liderança (sempre vale lembrar a diferença entre o conceito de liderança meritocrático e o bíblico).

Logo em seguida, o Malafaia faz uma diferenciação muito importante (8:04): o besteirol da teologia da prosperidade e o que a bíblia fala sobre a prosperidade – ele faz uma distinção perfeita, mas incrivelmente cai em desgraça no próximo ponto, em sua interpretação de Salmos (112 e 01, nessa ordem) exatamente como se promete pelo que ele chamou de besteirol da prosperidade – quando diz das bênçãos de Deus, ele, assim como toda a teologia da prosperidade esquece a outra parte do mandamento, de pegar a sua cruz.

Mas CAUMA – ele ainda se salva em parte: “Sabe o que é prosperidade? Você tá aqui ganha mil reais, o da direita ganha 4 mil e o da esquerda 5 mil. Mas você vive melhor que eles, você tem alegria e paz na sua casa, não deve agiota. Isso é prosperidade bíblica” – e é mesmo.

Ele ainda comete mais um erro um pouco complicado (9:40), quando diz que ele tem pessoas de todas as classes sociais. Ôpa, pasto, você é o dono do rebanho, e da igreja? Calma lá, rapaz, você não tem aquelas ovelhas lá não, tá só cuidando delas enquanto o Dono vem.

Quando você pensa que o primeiro bloco não pode piorar, aos 10:45, Malafaia diz que Deus trabalha com uma forma de recompensa o tempo inteiro, por conhecer como funciona o homem – eu já acredito que não é bem assim. Exatamente por conhecer o homem, Deus não espera nada, e é só através do espírito dEle que conseguimos ter lapsos de bondade – e se é através dEle que somos bons, que mérito há nisso para sermos recompensados? Pô, Malafaia, aí pegou pesado!


Os próximos blocos vêm a seguir:

[Pausa] Homossexualidade e Igreja. Você já parou pra pensar (direito)?

Retratos de uma tristeza: Silas Malafaia vs Marília Gabriela e Repercussões na Internet. [Parte II]

Não tem coisa mais chata do que aquele tio que tenta parecer mais jovem, pra enturmar com as crianças/adolescentes. Todo mundo teve um tio que tentou fazer hang loose, cumprimentar do jeito da moda, ir pra baladinha e fazer comentários dos mais tensos possíveis.

É chato pra cacete, né. Agora vai entender por quê raios as pessoas, quando ficam mais velhas insistem em fazer isso – mas não só fazer isso pessoalmente, mas institucionalmente? Aquela escola que faz uma campanha publicitária com fontes DiVeRtIdAs e cores fortes, a marca de cadernos que tenta ser legal – CARA SE É CADERNO, NÃO TEM COMO SER LEGAL.


É partido político tentando pagar de interativo e horizontal sem reformar as estruturas e os velhos saírem do poder e tomarem para si novos paradigmas e propostas; é igreja com cadeiras ergonômicas, lanchonetes, baladas e o mesmo ensino deficiente e preconceituoso.

Na verdade, pra mim, esses dois últimos são os que mais me irritam. Publicidade sempre foi uma porcaria mesmo, e o comércio tem mais é que se virar pra conquistar novos consumidores que sejam adeptos à marca. Mas misturar política e igreja nesse mundo publicitário Taz alguns resultados bem estranhos.

Os partidos super-radicais de esquerda são um exemplo disso. PSTU, P-SOL, PCO, todos surgiram com uma ideia de juntar os universitários da esquerda verdadeira (seja lá o que for isso), e acabaram se sectarizando de um tanto que se tornaram caricatos: querem democratizar o negócio, fazer um comunismo lindo, prometem mundos e fundos para quem se afiliar, porque você pode mudar o partido, todos nós somos iguais e quando você observa a estrutura de perto é-tudo-a-mesma-porcaria.

São alianças feitas à torto e à direito, é discurso alienador contra a alienação, frases feitas, apoios que são feitos de acordo com a influência dos movimentos sociais e possibilidades de potencializar o seu público. Ideais? Ficam lindos no papel.


As igrejas também ficam assim. Se travestem de mudernas, de bonitas, são da paz, aceitam a todos, aqueles slogans mais bonitos, sabe? De que Jesus não muda estilo, muda coração – vem, assim como estás para adorar, e mais outros mil chavões de igrejas que passaram a aceitar rock, música eletrônica e até a realizar baladinhas e shows exclusivos para evangélicos. Prometem ser diferentes, mas continuam no mesmo be-a-bá de definir uma lista extensa de regras, o mesmo cabresto. Só que ao invés de cruz, usam uma prancha de surfe. Ao invés do pastor com aquela gola branca, um de camiseta colorida, mas com a mesma visão fechada.

São cultos em que se incita pular, gritar, abraçar, entrar em euforia, mas com as roupas certas (em hipótese alguma careta, em hipótese alguma exagerado –seja o que for isso), o estilo certo (rock hoje pode, tá na moda; funk não, é do capeta), e com o vocabulário certo. Quer aprender sobre a bíblia? Eles tem vários livros que te dizem o que é a bíblia e como ela funciona, leia os manuais, não se preocupe com aquele texto antigo não… E relaxa, que a gente toma conta de vocês. Não se preocupe em querer mudar as coisas, se tá assim e tá funcionando bem, pra quê mexer em time que tá ganhando?


A falsa renovação é pior que a falta de renovação.

Existe muito medo de colocar outras coisas no meio de conceitos teológicos. Fomos ensinados a separar o mundo mundano e o mundo espiritual, como se as duas realidades não se fundissem numa só o tempo inteiro na nossa vida. Como bem Rob Bell palestra, Tudo é espiritual. Toda ação sua é uma ação 100% carnal e 100% espiritual, quer você saiba disso, quer não.

Quando nós começamos a discutir a relação entre a lei (positivada, estatal, do homem) e as Escrituras, as pessoas costumam dar uns três passos pra trás e já ficar com medo de falar qualquer coisa – e ser mal-interpretado.

Mas é que ontem numa discussão no twitter, sobre pirataria, eu afirmei que pirataria não é roubo (e realmente não é), tanto que o Direito afirma que não é –e a Igreja não tem nada que se meter na lei pra dizer o que é e o que não é.

Recebi algumas replies extremamente preocupadas com as minhas palavras – Não é bem assim, cara. Deixa eu te contar um segredo: SIM, é. O que a lei diz é o que a lei diz e ponto. Se à igreja cabe cumprir a lei ou não, isso é uma discussão que Jesus resumiu em Mateus 22:15-22. O cristão deve obedecer e respeitar a lei em tudo que não contrariar os princípios cristãos.

E isso quer dizer-se a lei diz que não é, não é. Vocês andam acreditando demais nos DVDs que alugam por aí, e perderam completamente a noção do que é real e o que não é. Pirataria também, veja só: não só não é pecado, como não é crime: é contravenção.

Não sei vocês, mas eu até senti vontade de pegar uma garrafa de rum e gritar "ARRR!"

Quando você fala que a igreja não deve influenciar ou tomar partido é porque a igreja não tem nada com o direito. A igreja deve buscar somente uma coisa com a lei: a justiça – mais que isso, a justiça social. Não buscar direitos, não ter seu espaço na sociedade através de decretos, não entregar a cidade pra Jesus ou trazer rios de bênçãos. Não colocar políticos ou escrever onde Jesus está ou não está nas bandeiras. A igreja perde totalmente sua relevância quando discute de Direito sem ter conhecimento. Quando discute de história sem ter conhecimento. De sociologia, psicologia, filosofia, e pombas –até mesmo de teologia.

Não, não é que eu acho que a Igreja deva se afastar – eu acho que a igreja precisa saber, pra poder exercer o seu papel. Precisa saber pra poder ser Igreja e revelar a Cristo. Saber a bíblia, saber direito, saber psicologia, pedagogia, filosofia, pombas – a Igreja precisa de gente que saiba do que está falando pra não falar alguns absurdos como pirataria é roubo e roubo é pecado.

Porque uma igreja burra não é uma Igreja.