Hoje eu vi o sol nascer de dentro de um ônibus coletivo. Tem se tornado um hábito, ver o sol nascer, pegando ônibus em algumas cidades do Brasil, desde que resolvi prestar esses processos seletivos para Mestrado.

Não sei porque, mas toda vez, dentro de mim há um quê de excitação, de alegria, toda vez que vejo o sol nascer, escalando os prédios, lançando raios tímidos sobre uma cidade que reluta em acordar – mesmo já estando atrasada em pleno horário de verão. Ver as pessoas indo e vindo, imersas em seus fones de ouvido, em seu último cochilo antes do trabalho, aqueles, mais desconfiados, que lançam olhadas furtivas à sua volta, procurando coisas suspeitas, os solteiros desesperados que creem na possibilidade de encontrar o amor da sua vida num ônibus, mesmo que a garota esteja mais interessada em procurar quarenta novas maneiras de se arrumar no banco para se sentir mais confortável.

Hoje tive um momento muito nostalgia, aqui em casa. Véspera de feriado, vai ter almoço na casa da vó. Até porque, entrando setembro, ela já começa a comemoração do aniversário dela, no fim do mês – mas isso ninguém discute, deixa ela se divertir. (E por acaso, essa é a vó que tem um netbook e conexão 3G – oi, !?).
Meu pai pediu então pra eu… ralar presunto, se tivesse tempo. Porque não, né? Véspera de feriado, nada muito urgente pra ser feito, vamo nessa.
Cheguei lá na cozinha, dei de cara com o quilo de presunto, aquela peça quase inteira do porco, e uns tempos pra trás, tinham comprado lá em casa o multifuncional lá da Polishop, que faz mil e uma coisas, inclusive ralar presunto, pelo que parecia.