(post escrito por influência de conversas com o @abnermelanias)

Abrem-se as cortinas. Na ausência de cortinas, ligam-se as luzes do palco. Lá, há um adolescente, menino ou menina, de aparência média. Nesse momento, o adolescente está sozinho, geralmente se divertindo sozinho, se for menino com uma bola, se for menina, com boneca ou ursinho de pelúcia. Há uma bíblia ali perto.


Entra em cena um grupo de adolescentes, da mesma idade ou um pouco mais velhos que o nosso personagem principal. Todos de preto, correntes, variando num estilo metaleiro a hip-hop, fazendo confusão, empurrando uns aos outros, até que reparam no nosso personagem principal, ingênuo.

Aparece, ao fundo, rodeando a cena, um negro, com vestes totalmente pretas, fazendo papel de diabo, dando forças ao grupo de adolescentes, para que influenciassem o personagem principal, esfregando as mãos como se tivesse tentando fazer fogo com os dedos.

Chamam-no pra fazer parte do grupo, e ele fica na dúvida entre a bíblia e os novos amigos. Escolhe ficar com os amigos, abandonando a bíblia. No meio das brincadeiras com os amigos, acaba sendo, invariavelmente, abandonado.

Chega uma menina branca, de branco, cabelos lisos, loira ou morena. Ela tem um andar espiritual, que faz parecer que ela faz parte do Ministério dos Andares Estranhos. Ela chega, faz um carinho, oferece a mão, e começa a dançar um balé meio autista, sempre com os braços abertos para todos os cantos do palco.

Nisso, nosso personagem principal, já em pé, recupera sua bíblia, joga fora suas correntes antigas da vida passada com os amigos, e sai andando com nossa criatura angelical. Com suas variações, é improvável que você nunca tenha visto um teatro na igreja que se aproximasse disso. Porque as artes e a cultura gospel tem que ser tão tediosa?

Teatro gospel

Categoria: Igreja
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