Já viu duas pessoas que começaram a andar junto há pouco tempo? Um anda mais rápido que o outro, um tropeça nas pernas do outro, não conseguem andar abraçados sem apanharem um pouco um do outro, fica aquela coisa dura, sem jeito, complicada. Todo começo é assim – as pessoas bem diferentes, cada um com seus costumes, seus jeitos de andar, seus tropeções, velocidades, uma mancadinha sensual talvez (só Deus pode me julgar).

Enquanto esses dois tentam achar o mesmo ritmo numa caminhada, começam a tentar se acostumar um com o outro, a abrir mão daquilo que irrita um ao outro, a ver pequenas vontades escondidas em grandes dramas, e muitas lágrimas em pequenos comentários. Aí começam a ver que aquelas birrinhas ou enjoamentos não são tão idiotas assim. E que os defeitos não são bem aquilo que se pensava que era.

Aí chega aquele dia que errar não é mais tão importante assim. Que fazer besteira de vez em quando não faz mais tanta diferença e você vê que no fim uma boa conversa pode resolver tudo, e até virar a situação de ponta-cabeça.

Chega aquele dia que a maturidade realmente é atingida, que duas pessoas conseguem acertar seus ritmos, e conseguem começar a andar juntos um apoiando, suportando e sorrindo para o outro – enquanto fazer o outro feliz é o mais importante de tudo. Enquanto para ele, ver o sorriso dela vale uma noite de loucuras. Enquanto para ela, não importa todos os tropeções, idiotices e retardos que ele faz, se ele ainda a escolhe no final de cada dia – e volta no outro.

Essa é a essência de tudo.

This is a (new) beginning;

Categoria: Opinião
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