Já foi cooptado pra uma discussão que você não queria entrar mas te enfiaram mesmo assim? Se vingue: vigie a pessoa e não deixe ela cometer um dos escorregões abaixo:

1-      Repetição da premissa

Técnica mais utilizada quando o dono da opinião que originou a discussão vê que está com tantas chances de virar o jogo quanto o Bolívar no final do 1º tempo, quando o Santos ganhava por 5×0 (com gol de Elano, pasmem!). Podem ser em discussões gustativas (gosto é gosto), políticas (político é político), esportivas (futebol é futebol) ou musicais (Avenged Sevenfold é  uma merda). Não acrescenta nada à discussão, mas dá ao sujeito uma realização de tarefa cumprida que, independente dos rumos da conversa, ele se sentirá imune ao que for dito.

2-      Adicionar um argumento e depois colocá-lo em dúvida

“É, ou não é. Será, até que não seja mais. A não ser que já não fosse. Aí nunca teria sido.”

Você sabe que está falando besteira. Mas você tem tanta certeza que está falando besteira que já começa falando “posso estar errado”, ou “eu acho que”, e ainda termina com “essa é só minha opinião”. Olha, não é preciso estar certo 100% do tempo, mas se você começar um argumento eu espero que pelo menos você acredite no que está falando. Se nem você acredita, porque eu acreditaria? É uma técnica que disfarça ignorância (falta de conhecimento) com uma roupagem de modéstia (não quero impor minha opinião, mesmo que ela seja verdadeira). Faça as contas: a verdade é que boa parte das vezes que você fala isso, você está errado.

3-      Basear-se em estatísticas místicas (Falácia)

“Hoje a brincadeira preferida é o videogame. São jogos de todos os tipos, dentre eles os violentos e proibidos”

“A maioria dos estudantes dos cursos noturnos trabalha”; “Todo mundo toma café com leite”; “Mais da metade das doenças são inventadas”, “jogos violentos induzem à violência”, “Maconha pode ser plantada pra produzir papel” – são alguns argumentos utilizados sem nenhuma comprovação fática, que ninguém pode provar ou questionar pela simples inexistência de fundamentos contidos no negócio. O impressionante é que quanto mais se debate, mais místico e superior se torna o argumento – “eu tenho um grupo de 30 amigos que viravam a noite jogando CS e ninguém matou ninguém” “Vocês eram exceção” “Mas de 30 não haver NENHUM?” “Isso não vem ao caso”

4-      Encontrar uma discussão paralela, tentando mudar o foco da conversa

O assunto muda tão rápido que quando você vê, não só ele desapareceu como você mal lembra o que estava sendo discutido, tamanho o desespero da pessoa ao ver que nada mais fazia sentido no que ela falava. A discussão começa no campeonato paulista, passa pro time do Santos, fala no Neymar e quando você vê está discutindo sobre o Barcelona não ter ido pra final da Champions League. Isso tudo porque queria dizer como estava feliz agora que o União Barbarense tinha passado pra série A1.  Na verdade, você nem sabe porque está feliz com isso, só queria comentar mesmo.

5-      Criticar um argumento utilizando-se o mesmo princípio a ser criticado

“Caluniador e mentiroso! Mentiroso e caluniador! Caluniador! Mentira!”

Galera acha que é superior mesmo, e está acima de algumas regras que ela mesmo impõe. O maior exemplo disso é a generalização, que a gente encontra pérolas capazes de enrolar o cérebro dos maiores advogados criminalistas (e criminais) do país. “Não generalize, todo mundo generaliza” deveria ser um ode ao cinismo (porque não é possível que quem fala isso não vê o que está dizendo, a não ser os crentes).

TOP 5 técnicas idiotas largamente utilizados em uma discussão

Categoria: Sem categoria
0
44 views

Deixe uma resposta