Saiu primeiro no Twitter, depois invadiu o facebook e aí sim passou para os portais de notícias: Traficantes evangélicos expulsavam os membros do candomblé (praticante do candomblé parece errado, imagina praticantes do arminianismo – se bem que aí faz sentido) porque… sim.

Sim, a maior parte das igrejas que entram nas comunidades são neopentecostais, sim, boa parte das doutrinas neopentecostais se baseiam, entre outras distorções no evangelho, em um preconceito com religiões diversas, principalmente as de origem africana, e que os neopentecostais se afastam bastante de outras denominações protestantes já é bem sabido e espalhado por aí.


Mas o engraçado é que nos rincões evangélicos das redes sociais, nos becos protestantes diferenciados, aqueles mesmos, os diferentes porque não usam terno, os que não escolheram esperar e acham que são superiores, entre outras manifestações claramente espirituais que os tornam mais e melhores que toda a massa crescente de lixo que se tornou o universo, resolveram focar a parte dos traficantes evangélicos.

Não foram dois ou três tweets, não foram meia dúzia de comentários, mas uma avalanche de críticas ao fato de traficantes serem evangélicos. Claro, porque quem se converte, nunca mais pecará. Porque a vida de alguém que conheceu a Jesus muda de tal forma que ela não peca, não erra e não faz nunca mais nada de errado. Com certeza esses traficantes não entenderam o evangelho como nós, diferenciados, seres humanos dotados de intelecto superior, entendemos.

Afinal, eu nunca mais errei. E saí de todos os meus pecados e vicissitudes (olha só) automaticamente quando confessei que Jesus Cristo era Senhor e Salvador da minha vida.

Por favor, né…


Traficantes evangélicos!?

Categoria: Igreja
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