Ah, o ar-condicionado. O ar-condicionado tem sido a salvação nos últimos dias de maneiras que acho que eu nem consigo explicar. Chegar em casa, tomar um banho gelado e já ligar o ar-condicionado antes de começar a secar é uma das maravilhas do verão, quando a gente já se entupiu de tereré.

É bem tipo aquela coisa que, se não nos satisfaz completamente, nos faz esquecer completamente de outras necessidades ou vontades. O ar-condicionado consegue nos bastar de um jeito tão completo e tão agradável que não é raro eu perder a minha linha de raciocínio quando entro numa sala gelada.


Mas ainda bem que eu não posso viver nessa sala fria e aconchegante. Ainda bem que eu não posso viver isolado desse mundo quente, de um sol que queima as vistas e machuca a pele. Ainda bem que não posso viver numa realidade artificial criada à minha volta, como num condomínio fechado em que a realidade é fantasiosa demais para ser palpável.

Porque o ar-condicionado, o isolamento, o conforto é bom. Mas a vida lá fora é melhor do que qualquer esconderijo que eu possa construir para mim – ou para minha alma.

Um ode ao Ar-Condicionado. Ou quase.

Categoria: Opinião
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