“…dar uma volta de 360º é voltar ao ponto de partida, é dar uma volta para que tudo continue na mesma, o que acho não ser exatamente o que se quer dizer.” Será?

Quando as pessoas dão testemunho, conversam sobre experiências religiosas, de conversão a única coisa comum a todos os discursos é –minha vida mudou. Sejam coisas frívolas como dinheiro, posses, seja pela saúde, pelos relacionamentos, o ponto comum de toda conversão é mudar a vida; talvez até pelo próprio significado da palavra conversão, que é uma mudança de curso.

As pessoas abandonam a vida passada, os amigos que são má-influência, se travestem como crentes, e dão uma renovada completa no visual (e, teoricamente, no espiritual/psicológico).

Mas eu acho que isso não está muito certo não. Ok, cada um tem seus limites, e se eu acho que vou fazer besteira, é melhor sair de perto mesmo. Mas a ideia de conversa é exatamente de uma volta de 360º na vida de uma pessoa.

Que, ao receber o Espírito Santo, a partir do momento que ela vê a realidade à sua volta (360º, plenamente) com um olhar diferente, renovado, ela continue a viver a sua realidade, e a partir daí, do lugar que ela está, exercer a transformação do Evangelho, e não se prender em um mundo espiritualizado e abstrato, na busca por uma santidade dos tempos de Levítico.

Uma volta de… quanto mesmo?

Categoria: Igreja
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