Um grupo de pessoas que se junta para… se bater. Lutar, socar, extravasar todas as tensões do dia, de uma sociedade feminina. Exercitar a testosterona dentro de um ambiente controlado, onde é só levantar a mão, ou pedir pra parar que tudo volta ao normal, apenas para uma pessoa – uma forma de escapismo da sociedade, opressiva com o homem.


Parece o roteiro de um filme cult, mas esse não foi gravado no final dos anos 90 – na verdade esse filme foi realidade em alguns lugares durante toda última década do séc. XX, só que sem uma personalidade forte (e que não fosse perseguida pela polícia), virou bagunça, com uso de armas indiscriminadamente – e assim como começou, tudo se acabou. Mas ainda assim, foram quase 7 anos de lutas, sangue e satisfação. Mas ao mesmo tempo, ódio pela sociedade.

Como assim? O Clube da Luta não é o filme cult mais amado pelos hipsters? – Isso não quer dizer que um terço das pessoas entraria na pancadaria. E é a máxima de sempre: todos querem um ideal, mas assim que ele vira realidade, ninguém quer entrar no meio. É tipo filho dos outros (se for de estrangeiro então!) – é bonito, é lindo e perfeito porque ninguém aqui tem um.

Quer seu próprio Clube da Luta? Furacão 2000 organizou os primeiros. Lado A x Lado B, pessoas que eram divididas numa linha imaginária no meio do baile e era um grupo contra o outro. A pancadaria A x B rolava noite adentro, e pra desistir, era só levantar a mão e abaixar a cabeça (e sair do baile bem de fininho) – no baile da outra semana, a divisão acontecia de novo, e antigos inimigos lutavam lado a lado, e se protegiam como irmãos.


Mas pancadaria da favela é feia. Bonito era Tyler, que morava numa casa invadida, pichada e não trabalhava – só que como falava inglês, era chique.

Clube da Pancadaria que Rola Solta (legendado, porque dublagem é de pobre)

Categoria: Opinião
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