Eu gosto das coisas certinhas. Acho que todo mundo gosta de uma organização, de ter um planejamento; faz bem. O problema é quando as coisas deixam de ser planejamento e começam a ser quase um TOC – as contas são feitas milimetricamente e nada pode ultrapassar os limites definidos dogmaticamente.

Não dá pra viver assim, ninguém consegue, muito menos em Igreja. Contar cada centavo para dar o dízimo de cento e cinquenta e três reais e vinte e cinco centavos; os minutos que faltam para acabar as horas de serviço comunitário ou do culto de oração; fazer a conta de quanto de gasolina a mais vai ser gasto pra deixar um cara em casa – isso não é Novo Testamento. Claro, você precisa fazer a contabilidade, gastar mais do que você tem ou colocar em risco sua família e a sua saúde financeira é burrice; mas isso não quer dizer que você tem uma meta para sua santificação, ou que você é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo.

Quando se diz faça tudo que fizer, faça para o Senhor, é que você deve fazer com a liberdade que te foi dada, e escolher o caminho que seguir com alegria e paz no coração. E dar sim, o seu melhor – não porque é um mandamento bíblico ou porque é questão de honra ou moral. Imoral, na Bíblia, é fazer algo eticamente correto enquanto resmunga pra si mesmo como aquilo vai sair caro.

Pare de impor regras para o que Cristo te libertou para fazer de coração. Ore, leia a bíblia, mude sua visão, comece a viver – e você verá que é tudo mais simples do que parece.

Contabilidade dogmática

Categoria: Igreja
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